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Por Solex | 07 de outubro, 2021
Energia solar é “remédio” para bandeira vermelha e risco do racionamento

A falta de água nos reservatórios hidrelétricos e uso intenso das termelétricas fósseis acendeu mais uma vez o sinal de alerta no setor elétrico brasileiro. O remédio para isso? Acelerar o uso de fontes renováveis e limpas, para diversificar a oferta e fortalecer a segurança de suprimento elétrico do Brasil.

O avanço da energia solar no País é fundamental, seja via leilões para grandes usinas ou pela geração própria em residências, pequenos negócios, propriedades rurais e prédios públicos, de forma que o chamado “custo Brasil” reduza e que a energia elétrica se torne mais competitiva aos brasileiros.

Apesar de o Brasil possuir grande sinergia de recursos renováveis como hídrico, solar, eólico e da biomassa, entre outros, a contradição está em apostar em termelétricas fósseis. Por conta desta decisão o consumidor se vê obrigado a pagar as terríveis bandeiras vermelhas na conta de luz, fruto do acionamento de todas as usinas termelétricas no País, de alto custo financeiro e ambiental.

Neste cenário desafiador, em complementação às grandes usinas de geração de energia elétrica, a geração própria de energia a partir de sistemas solares em telhados e pequenos terrenos é parte estratégica da solução para a redução de gastos e custos do setor elétrico, conforme propõe o Projeto de Lei (PL) nº 5.829/2019, que cria um marco legal para a modalidade no País.

Para o Brasil cumprir as suas metas climáticas e ter cada vez mais segurança de suprimento elétrico, é preciso avançar no planejamento da expansão das fontes renováveis como ferramenta estratégica e diferencial competitivo do Brasil. A geração própria de energia é parte importante desta evolução do atual modelo, trazendo aos consumidores mais protagonismo, liberdade de escolha, previsibilidade sobre seus custos e rastreabilidade de seu fornecimento elétrico. Adicionalmente, proporciona empregos locais de qualidade, distribuídos em todos os estados e regiões do território nacional, atraindo novos investimentos privados que fortalecem e movimentam a economia dos municípios brasileiros.

*Artigo adaptado de artigo escrito por Alexandre Bueno, Rodrigo Sauaia e Ronaldo Koloszuk, disponível no site da ABSOLAR